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Advogado Lucas Cassiano concede entrevista ao Conjur sobre futuro da advocacia.

Com a disseminação da tecnologia, é cada vez mais comum alguém recorrer ao Google para solucionar qualquer problema, inclusive jurídico. Uma rápida busca permite localizar jurisprudências, normas, leis, sites que dão consultas jurídicas online, comentam casos, explicam conceitos e até mesmo colocam à disposição modelos de contratos, petições, recursos e detalham todos os passos de um processo. Esta seria uma nova modalidade de jus postulandi, pessoa que pode postular ela mesma suas pretensões na Justiça, dispensando assim a figura do advogado.


Em entrevista ao periódico espanhol El País, o sociólogo Manuel Castells, um dos principais pensadores sobre sociedade da informação e autor da trilogia A Era da Informação, destacou que quanto mais autônoma for uma pessoa, mas ela usa a internet. A rede se transformou em um instrumento chave para a autonomia dos internautas, uma vez que deixou de ser usada apenas para a conexão de dados e pessoas e passou a ser uma “rede de todas as coisas”.


Para o tributarista Lucas Cassiano, que atua no escritório Cassiano Advogados e escreve para o blog Gestão de Departamento Jurídico, essa autonomia dos internautas pode representar a substituição do trabalho intelectual do advogado. “Nós já temos situações em que a postulação em juízo pode ser feita sem a presença do advogado, como nas ações dos Juizados Especiais Cíveis e a separação consensual. O fato de termos ferramentas na internet para obtenção do conhecimento jurídico bruto pode representar uma tendência de que a postulação feita pela própria pessoa seja ampliada.”


Outra consequência apontada por Cassiano é que cada vez menos advogados vão trabalhar com demandas de massa, como ações bancárias, aquelas que tratam de telefonia, energia elétrica e de direitos do consumidor. “Esses processos possuem procedimentos padrões. Os escritórios possuem petições padronizadas para lidar com esses casos.”


O tributarista acredita os advogados que quiserem assegurar serviços jurídicos de maior valor terão de investir na capacidade de contextualização e na criatividade jurídica. “Nós já percebemos esse fenômeno em algumas áreas, em que são necessárias soluções inovadoras para causas mais complexas.”


Apesar de a relação entre advocacia e internet ser incerta, devido à rapidez das mudanças no mundo digital, Cassiano acredita que haverá espaço tanto para quem trabalha com causas padrões, quanto para os profissionais que optam pela especialização. “Os novos profissionais terão de escolher qual tipo de advocacia querem exercer. Quem trabalha com processos de massa deverá adotar uma estratégia de gestão de custos e automatização por softwares. Já quem quiser se especializar, terá de aprofundar seus conhecimentos jurídicos.”


Benefícios 

A teoria da Cultura da Virtualidade Real, de Manuel Castells, diz que as relações humanas, cada vez mais, se darão em um ambiente multimídia. Isso também já pode ser observado nas relações jurídicas, uma vez que os tribunais passam por um processo de digitalização. “Podemos acessar informações de todos os tribunais do país e saber como cada um deles está analisando as causas sem precisar sair do escritório”, observou Cassiano.



 O processo eletrônico possibilitou que o advogado tenha uma atuação nacional. “Nós, por exemplo, que estamos no Rio Grande do Sul e trabalhamos com Direito Tributário, uma área que vive em processo de mudança com o surgimento de novas normas, podemos conhecer as demandas administrativas de outros estados por meio da internet”, ressaltou o tributarista. Isso, segundo ele, provocou um impacto forte nos custos dos escritórios. Se antes era preciso ter uma vasta biblioteca para ter acesso à jurisprudência dos tribunais, hoje a rede permite esse acesso em apenas poucos minutos.


(...)


Acessa a íntegra da matéria em http://www.conjur.com.br/2010-out-17/democratizacao-informacao-juridica-nao-tirar-trabalho-advogado

 


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